Coronavírus: como algumas nações estão contendo o avanço da doença sem quarentena em massa.

Atualizado: Set 8

  • Qr code colorido para permissão de circulação: verde para quem está saudável e vermelho para quem está doente;

  • Isolamento total do grupo de risco e rastreamento dos seus passos;

  • Testar pessoas em massa, identificar grupos de contágio e isolá-los;

  • Condomínios liberando entrada apenas para pessoas moradoras;

  • Distanciamento social;

  • Controle de fronteiras como primeira estratégia.

São medidas já iniciadas em todo o mundo em resposta ao surto do COVID-19 e que vislumbram uma luz no fim do túnel para conseguir controlar o vírus sem decisões drásticas.


Na China, com ajuda do Alibaba, os moradores de algumas cidades, recebem um QR code baseado em cores, um tipo de código de barras, em seus celulares, indicando seu status de saúde: usuários com código vermelho são instruídos a permanecer em quarentena por 14 dias, usuários com um código amarelo são instruídos a permanecer dentro de casa por 7 dias, enquanto os usuários com um código verde podem transitar livremente.


O sistema funcionará como uma ferramenta a ser implantada nos pontos de verificação de viagens, como estações de trem ou rodovias. O sistema também está sendo usado dentro de bairros, condomínios ou nos supermercados e shoppings locais.


O Japão poderia ser um dos países mais afetados pelo novo coronavírus e foi um dos primeiros a confirmar pessoas infectadas, poucos dias depois de a China emitir um alerta sobre a doença.


Além disso, segundo o Banco Mundial, sua população acima de 65 anos é a maior do mundo (28% do total), superando a Itália, que se mostrou especialmente vulnerável nesta pandemia.


Mas, até agora, o país registrou 1.307 infectados e 45 mortos pela covid-19 e não adotou quarentenas em cidades ou isolamento obrigatório. Mas por quê?


Segundo o Instituto de Saúde da População do King's College, em Londres, o Japão é muito eficiente em testar pessoas em busca do vírus, identificar grupos de contágio e isolá-los.


Em Taiwan, desde fevereiro, houve o controle de entrada de pessoas no país, mesmo contrariando a indicação da Organização Mundial de Saúde (OMS), que informava naquele momento que a proibição de viagens não era necessária. O resultado? O país controlou o vírus.


Um estudo da universidade de Harvard indica que Singapura detectou três vezes mais casos do que a média global devido à forte vigilância das doenças e rastreamento de contato direto.


Os testes são feitos gratuitamente e pessoas com sintomas leves já devem permanecer em casa.


Quando em quarentena, essas pessoas têm seus direitos trabalhistas preservados e ainda recebem um valor extra do governo para permanecerem em casa.


Na Paraíba já existem estudos avançados que tratam sobre o monitoramento dos passos das pessoas com coronavírus no Estado. Acredito que essa medida seja fundamental para manter essas pessoas em CASA, controlando o COVID-19.

Manter a pandemia controlada tem evitado também que o sistema de saúde entre em colapso. Segundo dados do Banco Mundial, o Brasil tem apenas 2 leitos hospitalares para cada mil habitantes.

Tentei encontrar lugares e exemplos onde os números permanecem baixos sem tamanha paralisação da sociedade. Acredito que não podemos continuar com o bloqueio, mas ao mesmo tempo não podemos voltar à vida normal, que tínhamos há um mês. O momento agora é de Gestão, Planejamento e Estratégia, adotando as melhores soluções.


É proteger o grupo de risco e preservar a economia.



Mais sobre o coronavírus no site do Ministério da Saúde, AQUI.


Emanuela Albuquerque

Fundadora Caixa Amarela


57 visualizações2 comentários

© 2020 por Caixa Amarela.